Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Flotilha de Gaza". Dois ativistas interrogados em Israel
Dois ativistas da Flotilha Global Sumudna, detidos na costa da Grécia na quinta-feira, já chegaram a Israel, onde serão interrogados, anunciou este sábado o Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros.
Segundo o ministério, Saif Abu Keshek, espanhol, é "um dos líderes" da Conferência Palestina para Palestinianos no Estrangeiro (PCPA), uma organização sem fins lucrativos acusada pelos Estados Unidos e por Israel de ter ligações ao Hamas, o movimento islâmico palestiniano que governa Gaza.
Cerca de 175 ativistas foram detidos em cerca de vinte barcos pertencentes a esta nova flotilha, que, segundo os seus organizadores, tinha como objetivo quebrar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, onde o acesso à ajuda humanitária permanece severamente restringido.
A detenção, que Israel descreveu como "pacífica", ocorreu a centenas de quilómetros de Gaza, em águas internacionais perto de Creta, muito mais longe da costa israelita do que durante as anteriores interceções da flotilha.
Israel libertou todos os ativistas na Grécia após ter chegado a um acordo com as autoridades gregas, com exceção de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek.
Espanha exigiu inicialmente a "libertação imediata" de Abu Keshek e afirmou que o seu corpo diplomático estava "em contacto constante com os seus homólogos israelitas e gregos", antes de prometer fornecer ao seu cidadão "total proteção" "assim que pudesse chegar a território israelita".
Os dois ativistas "terão direito a uma visita de representantes consulares dos respetivos países", declarou no sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.
Thiago Ávila, brasileiro e um dos principais organizadores da flotilha, "trabalha com a PCPA e é suspeito de atividades ilegais", afirmou o ministério, acrescentando que os dois homens serão "transferidos para interrogatório".Saif Abu Keshek, a leading member of the PCPA - an organization designated and sanctioned by the United States as a Hamas front - and Thiago Ávila, who operates with the PCPA and is suspected of illegal activity, have arrived in Israel. They will be transferred for questioning by…
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) May 2, 2026
Cerca de 175 ativistas foram detidos em cerca de vinte barcos pertencentes a esta nova flotilha, que, segundo os seus organizadores, tinha como objetivo quebrar o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, onde o acesso à ajuda humanitária permanece severamente restringido.
A detenção, que Israel descreveu como "pacífica", ocorreu a centenas de quilómetros de Gaza, em águas internacionais perto de Creta, muito mais longe da costa israelita do que durante as anteriores interceções da flotilha.
Israel libertou todos os ativistas na Grécia após ter chegado a um acordo com as autoridades gregas, com exceção de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek.
Espanha exigiu inicialmente a "libertação imediata" de Abu Keshek e afirmou que o seu corpo diplomático estava "em contacto constante com os seus homólogos israelitas e gregos", antes de prometer fornecer ao seu cidadão "total proteção" "assim que pudesse chegar a território israelita".
Os dois ativistas "terão direito a uma visita de representantes consulares dos respetivos países", declarou no sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.